Talking Queer: Archives, Activism, and Creative Disruptions / Papo Estranho: Arquivos, Ativismo, e Disrupções Criativas

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TALKING QUEER: Archives, Activism, and Creative Disruptions

In everyday parlance, queer is used as an umbrella term to denote any of the identities of the LGBTIQ acronym, or as a shortcut to refer to the community as a whole. When used as a verb, queering may mean making something sensitive to or aware of LGBTIQ perspectives and experiences. But in a broader – and perhaps more exciting, sense – queer invites a critical return to its original meaning: the ‘odd,’ the ‘weird.’ To queer something, in this sense, is to push it beyond itself: to subvert conventional meanings, to challenge familiar categorizations, and to embrace creative disruptions of the norm. So, when we speak of queering politics or society, for instance, we are speaking of both validating LGBTIQ perspectives on those areas, but also of a more radical and ambitious project for change and displacement.

Talking Queer/Papo Estranho is an eight-part podcast series  thatcontributes to the ongoing debates within queer activism, arts and scholarship by inviting interventions from scholars, activists and artists working across various locations. The podcasts is invested in engaging and showcasing ongoing and/or recently completed projects, from both emerging and established professionals. This includes PhD dissertations, books, photography series, exhibitions and visual projects. With speakers coming from academia, journalism, activism and the arts, the series will explore the political and intellectual potential of creative disruptions, transpositions, and dislocations; of making knowledge and politics other-wise. 

In recognizing the colonial itinerary of the contemporary hegemony of the English language as a means of global communication, the series is bilingual, with conversations recorded in either English and Portuguese. This is also meant to allow a further circulation of knowledge and of opportunities between the uneven geographies of contemporary Southern Africa, which tends to reify colonial cleavages and boundaries by marginalizing contributions from Lusophone contexts. The series will, thus, engage translation both as a technique and as metaphor for de-centering, dislocation and queering. 

Alongside the podcasts themselves, transcriptions of episodes, in both languages are available.

PAPO ESTRANHO: Arquivos, Ativismo, e Disrupções Criativas

Na linguagem corrente, o termo queer tem sido usado em referência a qualquer das identidades da sigla LGBTIQ, ou ainda como um termo genérico para se referir à comunidade como um todo. Quando usado como um verbo, queering – fazer algo queer – pode significar tornar algo sensível a perspetivas e experiências LGBTIQ. Mas em um sentido mais amplo – e talvez mais produtivo – o termo queer nos convida a retornar ao seu significado original: o ‘estranho’, o ‘fora da norma’. Fazer algo queer, fazer algo estranho, nesse sentido, é empurrá-lo para além de si mesmo: é subverter significados convencionais, é desafiar categorizações comuns e abraçar rupturas criativas com aquilo que é visto como a norma. Então, quando falamos de perspetivas queer na política e na sociedade, por exemplo, estamos a falar de validar agendas LGBTIQ nestas áreas, mas também estamos a aludir a um projeto mais radical e ambicioso de mudança.               

Papo Estranho/Talking Queer é uma série de podcasts em oito partes, que contribui para debates queer em curso nas áreas do ativismo, das artes, e da pesquisa académica. Para tal, acolhemos a intervenção de acadêmicos, ativistas e artistas trabalhando em vários locais. Os oito podcasts irão dialogar com projetos em andamento ou recentemente concluídos por profissionais emergentes ou já estabelecidos. Entre eles, incluímos livros, filmes, dissertações de doutoramento, projetos visuais e jornalísticos, exposições, entre outros projetos. Com um grupo de convidados vindos da academia, do jornalismo, do ativismo e das artes, a séria irá explorar o potencial político e intelectual de ruturas criativas, transposições e deslocamentos; de produzir conhecimento e política de um outro modo, de uma forma estranha.            

Nós reconhecemos as origens coloniais da hegemonia contemporânea da língua inglesa como meio de comunicação global. Desta forma, a série é bilíngue, com conversas gravadas em inglês e em português. Com esta abordagem, pretendemos permitir uma maior circulação de conhecimento e de oportunidades entre as geografias desiguais da África Austral contemporânea, que tende a reificar as clivagens e fronteiras coloniais ao marginalizar as contribuições dos contextos lusófonos. A série irá, portanto, fazer uso da tradução como uma técnica e como uma metáfora para descentramento, deslocamento e estranhamento.

Para além dos podcasts, a transcrição dos episódios, em ambas as línguas, estão disponíveis.     

 

We also thank Jim Chuchu, and the Nest Collective, for allowing us to use, in this podcast series, a track from the musical score of the Stories of Our Lives film. Listen to the full soundtrack.

This podcast series is sponsored by the Rosa Luxemburg Stiftung with funds from the Federal Ministry of Economic Cooperation and Development of the Federal Republic of Germany.

Também agradecemos a Jim Chuchu, e ao Nest Collective, por nos autorizar a usar, nesta série de podcasts, uma faixa da trilha sonora do filme Stories of Our Lives. Para ouvir outras faixas.

Esta série de podcasts é patrocinada pela Fundação Rosa Luxemburgo com fundos do Ministério Federal de Cooperação Económica e Desenvolvimento da República Federal da Alemanha.

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